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Posts Tagged ‘Problemas religiosos’

O texto abaixo é um trecho resumido do livro “História do Império Bizantino” de Mário Curtis Giordani (pág. 47-54, edição de 1968). Trata do governo de Justiniano (Imperador do Império Bizantino).

- Governou de 527 a 565 d.C. em substituição ao seu tio Justino I
- “O último dos grandes imperadores de Roma”
- “O imperador que nunca dorme”
- Originário de família da Macedônia; graças a seu tio, recebeu sólida formação intelectual à qual aliava interesse por questões teológicas.
- Fórmula que sintetizava todo o seu programa político: “Um Estado, uma Lei, uma Igreja”
- Casado com Teodora, filha de um domador de ursos, “uma das mulheres mais interessantes e melhor dotadas da história bizantina”; “divertiu, encantou e escandalizou Constantinopla”
- Como imperatriz, manteve-se fiel ao marido, interessou-se nos assuntos do Estado, exerceu influência sobre Justiniano em matéria de governo.
- Teodora tinha em comum com Justiniano a ambição e o gosto pelo poder.
- Principais acontecimentos e realizações do reinado de Justiniano
- Política interna:
- Revolta da Nika (532)
- Provocada por motivos de ordem dinástica (inconformidade dos parentes de Anastácio por ter perdido o trono para a dinastia Justiniana), política (oposição à alta administração) e religiosa (monofisitas descontentes com ortodoxia de Justiniano) estourou terrível sedição.
- Os sublevados clamavam Nika (Vitória), promoveram tumulto, incendiaram prédios e monumentos, proclamaram imperador um sobrinho de Anastácio.
- Justiniano e conselheiros pensam em fugir.
- Teodora os incita a resistir; a púrpura “era uma boa mortalha”
- General Belisário contém rebelião. Trinta a quarenta mil rebeldes mortos; parentes de Anastácio executados.
- Obra Administrativa
- Justiniano desenvolveu notável atividade visando consolidar a autoridade imperial e reprimir abusos.
- Procurou simplificar a organização administrativa, reduzindo o número de províncias e funcionários.
- Nas regiões mais ameaçadas, os poderes civis e militares foram concentrados nas mesmas mãos.
- Procurou estabelecer rigorosa fiscalização sobre o funcionalismo exigindo obediência a probidade.
- Foi atribuída aos bispos a missão de velar sobre o procedimento dos agentes imperiais.
- Fez campanha contra a aristocracia proprietária de terras (que administrava seus grandes domínios sem levar em conta o poder central).
- Procurou destruir a mentalidade feudal, cada vez mais forte nas províncias do Império.
- Problemas religiosos
- Justiniano é o tipo acabado de Cesaropapismo (acúmulo de poder político, militar e religioso).
- Judeus da Palestina sofreram perseguição; sinagogas destruídas; nas que permaneceram, proibição da leitura do AT no hebraico.
- Investiu contra o paganismo; mandou fechar a Escola Filosófica de Atenas; Ordenou em seguida, a conversão em massa dos pagãos.
- Em 527 e 528, tomou severas medidas contra os monofisitas: excluídos de funções públicas e funções liberais, assembléias extintas e parte dos direitos civis cassados.
- Sob influência de Teodora, tentou reconciliação dos monofisitas com ortodoxia. Tentativa de unificação religiosa fracassou.
- Construções
- Fortificações levantadas para defesa do Império.
- Estradas, pontes, edifícios públicos, templos (Igreja de Santa Sofia)
- Obra Legislativa
- Maior e mais duradoura obra de Justiniano encontra-se no campo jurídico.
- Ideal de atualizar ciência jurídica está ligado ao plano de restauração do antigo Império Romano.
- Política Externa:
- Obedecia dois planos: defender fronteiras estabelecidas na Ásia e península balcânica (guerras defensivas); reconquistar territórios perdidos na África, Espanha e Itália (guerras ofensivas).
- Gália permaneceu fora da ação das armas bizantinas.
- Guerras defensivas foram motivadas pelos persas, a Leste, e pelos eslavos e hunos ao Norte. Terminaram, às vezes, de modo humilhante para o Império Bizantino.
- Guerras ofensivas – A reconquista do ocidente vai encontrar três fatores favoráveis: decadência em que se encontravam os reinos bárbaros; discórdia reinante entre os reinos bárbaros; oposição religiosa entre os dominadores adeptos do arianismo e as populações católicas.

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